Muitas crianças podem apresentar sintomas de alergia ou irritação, mas você sabe diferenciá-los? Sabe o que pode causar uma reação alérgica? O site do bebe.abril.com.br nos ensinou um pouco mais sobre o assunto!
Algumas crianças apresentam a reação na presença de
mofo e, outras, a alguns tipos de alimento. Identifique o agente e
mantenha o problema longe do seu filho
1. O que pode ser considerado uma reação alérgica?
“Uma reação alérgica é aquela que acontece quando o sistema imunológico
reage de forma exagerada a alguma substância com que o organismo entrou
em contato”, define Fabíola Suano, pediatra especialista em Nutrição
Infantil e Diretora Científica do Instituto Girassol. Isso pode
acontecer por meio de bolinhas vermelhas na pele, espirros ou até mesmo
dificuldade para respirar.
2. Qual a diferença entre uma reação alérgica e uma irritação?
Apenas o médico é capaz de identificar essa diferença. Para Christiana
Alonso Moron, mestre e doutora em dermatologia pela Universidade de São
Paulo, um bebê não tem o sistema imunológico pronto, por isso é difícil
entender a reação a um produto como uma alergia. Em geral, o que existe é
uma irritação, que deixa a pele bastante vermelha e, em alguns casos,
podem aparecer até mesmo bolinhas de água.
Já a alergia costuma ser comum em crianças que já apresentam outros
problemas, como a bronquite e a asma. Há ainda o peso da herança
familiar, ou seja, se a mãe ou o pai têm algum tipo de alergia
(respiratória ou alimentar), as chances de o pequeno apresentá-la também
são grandes. Além disso, nem sempre a resposta alérgica é imediata. “A
criança pode, por exemplo, comer um alimento infinitas vezes e com o
tempo ir incomodando o seu organismo até que ele se manifeste”, afirma
Christiana Alonso.
3. Quais são os produtos que mais causam alergia nas crianças?
Produtos de higiene pessoal, como sabonete e xampu, de limpeza pesada e
aqueles com corantes são os mais famosos. “Portanto, pacientes com
rinite ou asma têm que evitar produtos com cheiro ou cores fortes”,
defende Kátia Valverde, pediatra e alergista do Hospital Samaritano de
São Paulo. “A borracha e o níquel, substâncias encontradas nas
bijuterias, também costumam causar bastante alergia. Por isso, é bom
evitar esses artigos entre as meninas pequenas”, lembra Christiana
Alonso Moron. Os ácaros, presentes nos carpetes e nas cortinas, pelos de
animais e o pólen das plantas também entram na lista dos itens que
levam às reações alérgicas.
4. E os alimentos?
Os alimentos considerados mais alergênicos – e responsáveis por 90% dos
casos –, segundo a publicação americana Current Opinion in Pediatrics,
são o leite de vaca, o ovo, a soja, o trigo, o amendoim, as nozes, os
peixes e os mariscos. Entre eles, o mais preocupante é o leite, que
costuma ser frequente no cardápio infantil. É claro que a resposta
depende de outros fatores e, entre eles, está a predisposição genética
para o problema e como os alimentos foram introduzidos na rotina da
criança. “Sabemos que oferecer alimentos ao bebê muito cedo é um
importante fator desencadeante de alergia”, lembra Kátia Valverde.
5. Quais são os primeiros sinais de uma alergia alimentar?
“Podem aparecer sintomas até duas horas depois da ingestão”, explica
Fabíola Suano, pediatra especialista em nutrição infantil e diretora
científica do Instituto Girassol. Os mais comuns são a coceira e a
vermelhidão. No entanto, algumas pessoas podem ter dificuldade para
respirar, causada pelo chamado edema de glote, e queda de pressão.
Nesses casos, é importante procurar o pediatra o mais rápido possível.
6. É comuns crianças apresentarem reações alérgicas?
“Cerca de 5 a 6% das crianças menores de 3 anos têm alergia a algum
alimento, o mais comum (80%) é o leite de vaca”, explica a pediatra
Fabíola Suano. Os asmáticos têm mais riscos ainda de desenvolver o
problema. “Com relação à rinite alérgica, ela acomete quase 20% da
população geral no Brasil, sendo 33,4% crianças e 34% adolescentes”,
completa Kátia Valverde.
7. Quais são os primeiros sinais de alergias de pele?
“Coceira e formação de placas avermelhadas e, às vezes, inchaço”, esclarece Kátia Valverde.
8. É verdade que uma criança pode ter alergia a fraldas?
Não é uma alergia, mas uma irritação. Nesse caso, a causadora do
problema é a amônia, substância presente na urina e que agride a pele
delicada do bebê. “Essa dermatite é bem vermelha”, explica Christiana
Alonso Moron. Em alguns casos, ela ainda pode vir ladeada por bolinhas.
Daí, o mais indicado é conversar com o pediatra para ver a melhor
maneira de tratá-la.
9. As famosas brotoejas são um sinal de alergia ou de irritação de um produto?
Não. “A brotoeja é causada por uma imaturidade das glândulas da
criança, que não conseguem excretar todo o suor que o bebê produz. Esse
excesso acaba se depositando numa camada mais profunda da pele e é isso
que causa as bolinhas vermelhas”, explica a dermatologista. O problema
aparece quando, por algum motivo, o bebê sua demais, seja porque foi
excessivamente agasalhado, seja porque viajou para um lugar onde a
temperatura está mais quente. Além disso, produtos que colaboram para a
oleosidade da pele ou muito cremosos podem levar ao problema. Daí a
importância de aplicar cremes, protetores solares e outros cosméticos
específicos para crianças e para cada tipo de pele.
10. Existe algum tratamento para acabar com uma alergia?
“A alergia, seja ela qual for, é considerada uma doença crônica,
portanto, ela não acaba, não tem cura, e sim controle”, aconselha Kátia
Valverde. E o controle é simples: mantendo a higiene do ambiente e
evitando os alimentos campeões de alergia entre as crianças. Em alguns
casos, é preciso lançar mão de medicações específicas. “Não há nenhum
remédio, vacina ou coisa parecida que acabe com a alergia”, completa a
pediatra Fabíola Suano.
11. Uma criança será sempre alérgica?
No caso dos alimentos, a criança pode criar tolerância com o passar dos
anos. “Cerca de 85% dos alérgicos ao leite de vaca saram por volta dos 3
anos de idade. Já crianças alérgicas ao ovo podem melhorar somente na
idade escolar”, explica a diretora científica do Instituto Girassol. Já
alérgicos a frutos do mar ou amendoim podem nunca melhorar.
12. Quando é a hora de correr para o hospital?
Quando a reação é resistente e não passa. “E, se junto aos outros
sinais de alergia e irritação, for notado um inchaço na pele e na face”,
alerta a dematologista Christiana Alonso Moron.
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Fonte: bebe.abril.com.br